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domingo, 6 de janeiro de 2013

O POETA DAS RUAS

Apreciando a solidão do desencanto do dia
Estarão circulando em seus andares
Esbarrarão sem perceber suas vidas
Contrariando a lei dos corpos pela física
Atravessemos as ruas, estaremos em transe
Coordenados por setas invisíveis
Poderá a nos parecer cruzadas de caminhos
Todos à procura de uma determinada chance
É possível tentar observar a imensidão
Do horizonte á um futuro próximo
As portas se abrirão para cada alma
Milhões de corações estarão jogados ao chão
Não estará somente nas referidas
Pode-se encontrar em olhares externos
Nas janelas curiosas que conversam entre si
Aos sons que poderão ser comparados á cantigas
O poeta das ruas não só nela está
Estará no ponto de vista alheio de rara posse
Pode estar na percepção do dia de hoje
Talvez ele possa se esconder, mas nunca acabar.

Autor: Vinicius Tadeu Soares


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